sábado, 9 de julho de 2011
Quando o tempo muda
Datas são pontas de icebergs de dimensões profundas. São marcos. Ritos de passagem. Parâmetros do que é, do que foi, do que pode ser. Datas são marcas do tempo na paisagem da vida, passam e arrastam os dias, como as nuvens das grandes chuvas e os dias de sol da vida,- trazem as novas estações, as tempestades e o calor marciano destes trópicos. Datas são portulanos de mais um ano, esse que passa e se esvai, que devora as horas e anuncia seu fim onde conta o inicio e o meio das coisas sob um céu de junho em Manaus, porque não há um final absoluto, as teias das energias se espraiam por todo o corpo da cidade e das vidas onde o tempo muda,- e mesmo as lembranças do que passou sofrem suas mutações.
Caminho nas ruas e o tempo trilha sua vida. O trânsito é denso. O rugir dos motores traduz a canção da selva de pedra. Passam carros, as pessoas seguem seu destino, circunspectas em suas vidas, seus sonhos, seus dramas, sua existência, suas esperanças e alegrias. Antes a avenida estava deserta e somente alguns pássaros acordavam o dia . Eles também sabem que é preciso agir, que existe uma luta, uma meta, uma razão de ser. Existem as possibilidades do viver.
O tempo absoluto acorda a cidade. Tic e tac, tic e tac...O tempo é agora...
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