sábado, 9 de julho de 2011
Meu Pintinho (Lembranças do Pai)
Era um pintinho quando chegou em casa, numa sucessão de tentativas de adotar um pet. Já haviam passado por lá vários peixes e dois aquários. Peixescidios aconteciam quando viajávamos e alguém (sempre havia) que achava que os bichinhos estavam com fome, - magérrimos cardinais, peixes beta, telescópios acaras-dsco - que apareciam boiando como bois gordos nas águas do Amazonas, mortos e felizes com o banquete de ração. Tentamos até mesmo uns pets eletrônicos trazidos do Japão mas meninos não tinham muita disciplina para cuidar dos nipônicos.
Escolhi o mais robusto dos pintinhos amarelos no petshop. Meu filho Tiago aprovou. A mãe não gostou muito da idéia porque lembrou que um gato dera fim a um hamster que eu havia comprado clandestinamente na avenida Eduardo Ribeiro. Mas eram três meninos, meus filhos Tiago e Lucas, mas o sobrinho Betinho, que queriam ter um pet. Coração de pai também é bobo. E meus ouvidos não esquecem os puxões de orelha que levei pela iniciativa.
Mas agora, era uma outra fase. Que mal havia ter um pintinho? Tudo ia as mil maravilhas. Um doce de pet que foi crescendo, faminto, ruidoso, - , que começou a estraçalhar o jardim da casa em busca de minhocas, =, que bagunçava a arrumação da sala e fazia a festa nos estofados e até na cama onde dormia.
A situação chegou a um limite. Os meninos e eu fomos vencidos. A turma da ordem venceu e exilaram o pintinho. Nossa assistente Edina levou para uma comunidade rural. Semanas depois disse que o pintinho na verdade era uma pintinha, uma galinha.
Essa história tem alguns anos, os meninos cresceram, nossa galinha nunca mais foi vista e suspeito que virou ceia de Natal na comunidade rural. Os meninos adotaram a internet e o mundo nunca mais foi o mesmo ...
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