sábado, 9 de julho de 2011

Fantasmas da Opéra (Microhistórias do cotidiano)


Eram três fantasmas da Casa de Opera. Unidos por um amor de 115 anos, desde que a casa fora construída na pequena cidade da floresta como um legado dos áureos tempos da produção de borracha na Amazônia. Eram três amantes, três artistas que em algumas noites gargalhavam pelos corredores vazios, que mexiam cadeiras e se apresentavam no palco para platéia nenhuma,- hospedes permanentes desde que o navio que o navio que os levaria de volta a Europa afundou em uma noite de tempestade na baia de Boiuçu, no Rio Negro.

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