sábado, 9 de julho de 2011
O céu que nos pertence (Microhistorias do cotidiano)
O último Boing da Rico que andei na Amazônia explodiu uma turbina em Tefé e não mais tive noticias do avião. Um desespero. Tem gente daquele vôo que nunca mais subiu em uma aeronave.
Ficamos 10 horas no aeroporto de Tabatinga, fronteira com a Colômbia e o Peru, na rota do mesmo vôo, esperando uma outra aeronave que só chegou às 18 horas e somente com vaga para 18 pessoas. Estávamos indo para Manaus. Antes a empresa enviou um avião de apoio que teve problemas técnicos e retornou à Manaus. Fizemos a conta: o Boing se foi, a outra deu problema, a terceira não ia cair. Chovia muito...muito mesmo. Havia horas que o avião não se movia. Cansados chegamos às 10 horas no aeroporto Eduardinho. Quase fiz como o Papa e beijei o solo...
Riamos por nada, abraçávamos-nos como antigos amigos...na outra semana lá estávamos nós de novo no aeroporto, indo para qualquer lugar do mundo. Eu ia para Fortaleza e de lá para Lisboa...como se nada tivesse acontecido...
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