sábado, 9 de julho de 2011

O Lado Vermelho do Azul (foto de Alba Luna)



Era uma chuva de verão, rápida, com rajadas de ventos frios e perfurantes como agulhas. 19 horas, o rush ainda intenso. Carros comprimiam-se na avenida. As marquises das calçadas abrigavam transeuntes surpreendidos em ultima hora, afinal fizera um dia de intenso sol, calor marciano dos trópicos úmidos. Camelôs vendidam chapéus de chuvas. Ele escolheu um azul. Ela um vermelho. Encontraram-se por acaso na rua. Apressados trocaram olhares e lamentaram aquela chuva que ajudava a disfarçar a tristeza que ela sentia naquele fim de dia. Ele a fez sorrir e percebeu que a vida jamais seria a mesma sem ela.
Ela era o lado vermelho do azul.

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