domingo, 24 de julho de 2011

O sentido de viver

Há vidas como a minha que são ciganas. Há sempre uma fronteira a ultrapassar, um lugar a ir, um desafio a fazer acontecer. Há vidas como a minha que vivem em liberdade, que anseiam a amplidão dos céus e do infinito, que não se deixarão ficar em qualquer lugar onde exista um grilhão e uma prisão. Há vidas como a minha que partilham solidariedade, fraternidade, que sonha os sonhos de um mundo onde homem e natureza se fundam em uma só vida, partilhando igualdade e equilíbrio. Há vidas como a minha que desafiarão os limites, que não se importarão com o que pensará o mundo se o que faz é seguir o próprio fluxo da criação. Há vidas como a minha que vivem do amor, da paixão, do sangue e do suor do trabalho, da beleza e da simplicidade do existir, do amanhecer, da tarde e seu por do sol, da presença galáxias nas grandes noites nos céus. Há vidas como a minha que atravessão os mares bravios, os tempos sombrios carregando uma luz dentro de si, uma bandeira ao vento falando de esperança entre os homens que sofridos, perderam os sentidos e taciturnos vagam pelos caminhos noturnos desse tempo de medo urbano e dióxido de carbono. 
Há vidas como a minha que tecem um sentido da vida em todas as estações do tempo, que forjam com o pensamento e seu fazer um jeito diferente de viver... 

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