domingo, 20 de novembro de 2011

Lembranças (Microhistorias do Cotidiano)




As palavras criavam emaranhados de imagens conectadas com as saudades que de repente chegaram de algum lugar do passado. Era manha e o dia começava. Breve seriam centenas de vozes pronunciadas  que comporiam uma linha do tempo de novembro. Ao acordar ainda lembrava dela e agora desaparecera com o sonho mas estava presente na memória e em todo o corpo, porque presente em si estavam seus beijos, a ternura e o carinho, o amor partilhado.
Domingo o tempo parecia mais lento em novembro, mas eram seus pensamentos em aspiral, terno de lembranças dela que acordavam o corpo e acendiam o sol na retina, que pronunciavam sua voz, e  seu perfume estava presente, ainda estava quente o travesseiro sobre o qual sonhou como uma caixa de mágicas imagens de uma noite de fim de ano.

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