As palavras criavam emaranhados
de imagens conectadas com as saudades que de repente chegaram de algum lugar do
passado. Era manha e o dia começava. Breve seriam centenas de vozes
pronunciadas que comporiam uma linha do tempo de novembro. Ao
acordar ainda lembrava dela e agora desaparecera com o sonho mas estava
presente na memória e em todo o corpo, porque presente em si estavam seus
beijos, a ternura e o carinho, o amor partilhado.
Domingo o tempo parecia mais
lento em novembro, mas eram seus pensamentos em aspiral, terno de lembranças
dela que acordavam o corpo e acendiam o sol na retina, que pronunciavam sua
voz, e seu perfume estava presente,
ainda estava quente o travesseiro sobre o qual sonhou como uma caixa de mágicas
imagens de uma noite de fim de ano.

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