
....aprendi a viver no Caos, - ele tem uma beleza nao prevível, fragmentada, psicodélica, turbulenta, triste em seus dias de agonia - mas seus dias de alegria tem a grandeza da gloria e da esperança, o acaso, o encontro, a possibilidade da quase felicidade que alimenta os dias da vida. Habito o Caos e ele habita em mim. Somos da mesma natureza e sua presença nao eterniza as formas e as circunstâncias. Tudo muda. Todo tempo. Se fragmenta e na sua dispersão unifica os campos das percepções e dos paradoxos mesmo que por instantes ou em grandezas infinitas. O caos marca sua identidade em um DNA de ser humano a viver com os conflitos desse tempo, de todos os tempos, essa busca de paz, a volta a um estado de ordem que nao existe mais e se existe antes do Bing Bang a muito não responde mais as perguntas mais simples do cotidiano. O caos esta nesta ordem estabelecida enquanto calmaria de uma onda, de um ciclo que voltará com outra intensidade e provocará mudanças constantes na realidade. Na sua essencia o caos processa tambem seu equilibrio, seu extase, sua dor, engendra os sonhos que alimentam esse quinto elemento chamado amor.
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